10 de agosto de 2026

Sobre o silêncio que o homem aprende a chamar de força

Há um tipo de silêncio que não é escolha — é treino. Desde cedo se ensina que falar do que dói é fraqueza, e que aguentar calado é virtude.

Mas o que se cala por anos não desaparece: reaparece no corpo, no sono interrompido, na irritação sem motivo aparente, na ansiedade que chega antes de qualquer pensamento.

A análise não pede coragem para falar. Ela oferece um lugar onde falar deixa de custar tão caro.