Sobre o silêncio que o homem aprende a chamar de força
Há um tipo de silêncio que não é escolha — é treino. Desde cedo se ensina que falar do que dói é fraqueza, e que aguentar calado é virtude.
Mas o que se cala por anos não desaparece: reaparece no corpo, no sono interrompido, na irritação sem motivo aparente, na ansiedade que chega antes de qualquer pensamento.
A análise não pede coragem para falar. Ela oferece um lugar onde falar deixa de custar tão caro.